





























Glass House
Enquanto que em séries como "Procissão" me foco no uso de uma única estrutura elementar, a linha, na série "Casa de Vidro" de pinturas em papel e madeira, exploro a adição e subtração de matéria como elemento compositor. Utilizo mono-pigmentos puros, sobrepostos em camadas de opacidade progressiva, e moldo as imagens, que vou removendo com espátulas e riscadores de diversos materiais. O processo é um acumular de tempos, de camadas e de remoção de matéria quanto à sua aplicação.
Pintadas sobre memórias sucessivas de um mesmo espaço, escolho espaços que habito durante uma extensão de tempo suficiente para vê-los transformados e reorganizados. Procuro conhecer o que está dentro e fora das coisas, por baixo e por cima, e todas as coisas que sei que lá estão, devido à minha experiência multissensorial e histórica de um lugar, que flui nos gestos que desenvolvo.
Durante os confinamentos de 2020-21, o tempo que passei a desenhar a minha casa como se de uma paisagem se tratasse, frágil e transparente, como a vida parecia também estar. Aqui, as fronteiras entre o desenho e a pintura dissolvem-se ainda mais, de modo que por vezes não sei onde as situar.
Noite de Santos, 2018
Óleo s/ tela150 x 100 cmAmeixoeira I, 2018
Óleo s/ tela120 x 120 cmRio Acima, 2019
Políptico (4 partes), Serigrafia s/ papel70 x 200 cm (70 x 50 cm cada parte)
Rio Acima, 2019
Políptico (4 partes), Serigrafia s/ papel70 x 200 cm (70 x 50 cm cada parte)Quiaios, 2019
Água-Tinta s/ papel"Fuga" series70 x 50 cm (folha)O Ciclo de Alexandria, 2019
Mono-impressão de Mokulito (Litogradia em madeira) s/ papel100 x 70 cm
O Ciclo de Alexandria, 2019
Mono-impressão de Mokulito (Litogradia em madeira) s/ papel100 x 70 cmMenos Sete, 2018
Vinil s/ papel"Fuga" series70 x 50 cm


